A “OBRA ORIGAMI”: FÁTIMA ASSINA PAPEL E JÁ COMEMORA BR-304 DUPLICADA SEM TER UM PALMO DE ASFALTO NOVO

A “OBRA ORIGAMI”: FÁTIMA ASSINA PAPEL E JÁ COMEMORA BR-304 DUPLICADA SEM TER UM PALMO DE ASFALTO NOVO

Por: Allyson Barbosa

A governadora Fátima Bezerra (PT) parece ter desenvolvido uma nova modalidade de engenharia civil no Rio Grande do Norte: a obra origami. A técnica é simples: assina-se um papel, faz-se uma festa, dobra-se o documento e, num passe de mágica, a obra é tratada como se estivesse pronta para o uso.

O capítulo mais recente dessa “gestão de papel” aconteceu na última quinta-feira (22/01/2026). Em um evento regado a sorrisos ao lado do Ministro dos Transportes, Renan Filho, a governadora anunciou com pompa a assinatura da ordem de serviço para a duplicação do primeiro trecho da BR-304, entre Mossoró e Assu.

“Teje entregue”? Só se for no papel!

O que chamou a atenção, além dos flashes, foi o tom de celebração antecipada. Seguindo sua característica marca registrada, a governadora agiu como se o problema histórico da “rodovia da morte” tivesse sido resolvido com uma canetada. Quase deu para ouvir o famoso “teje entregue” ecoando pelos corredores.

A pergunta que o motorista potiguar, que sofre diariamente com o perigo da BR-304, faz é uma só: já posso pegar a estrada duplicada hoje ou é mais uma falácia do PT?

A resposta é óbvia: trata-se de mais uma inauguração de papel. No dicionário do governo estadual, “ordem de serviço” e “obra concluída” parecem ser sinônimos, mas para quem vive a realidade do asfalto, a distância entre a caneta de Fátima e a máquina na pista costuma ser de quilômetros de frustração.

Seis anos de governo e nenhuma marca real

É curioso observar que, após seis anos sentada na cadeira de governadora, Fátima Bezerra ainda não tem uma grande obra de infraestrutura para chamar de sua. O que ela apresenta como “troféu” é a revitalização de estradas estaduais que ela mesma deixou se desintegrarem ao longo do primeiro mandato. Recuperar o que se destruiu por omissão não é conquista, é obrigação atrasada.

A Indústria da Esperança

Inaugurar papel é fácil, barato e gera fotos bonitas para as redes sociais. No entanto, o Rio Grande do Norte está cansado de promessas dobradas como origami. A BR-304 é uma necessidade urgente, um clamor por vidas que se perdem, e não deveria servir de palco para comemorações precoces de quem tem um histórico de entregar muito papel e pouco concreto.

Se a governadora quer comemorar, que o faça quando o último metro de asfalto for colocado e o primeiro carro trafegar com segurança. Até lá, o que vimos na quinta-feira foi apenas mais um ato de uma gestão que se vangloria do começo, mas raramente encontra o caminho do fim.

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