Em um depoimento que parece ter saído direto de um roteiro de cinema ou de um pesadelo corporativo e policial, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, fez declarações explosivas.
Diante de um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, Vorcaro afirmou ter sido vítima de intimidação por parte de agentes da Polícia Federal. O relato mais impactante? Ele alega que policiais ameaçaram jogá-lo de uma aeronave em pleno voo.
Vorcaro, que cumpre rotinas de transferência em helicópteros e aviões desde sua primeira prisão em novembro de 2025, utilizou a audiência solicitada por ele próprio para denunciar maus-tratos e pressão psicológica.
Pressão contra delação e retaliações a familiares
De acordo com o ex-banqueiro, o objetivo central das supostas intimidações seria impedir que ele formalizasse um acordo de delação premiada envolvendo o alto escalão da própria PF, citando nominalmente o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues.
Além das ameaças diretas no ar, Vorcaro apontou um padrão de retaliação: segundo ele, toda vez que as negociações para uma delação avançam, pessoas de seu círculo íntimo sofrem consequências graves. Como exemplo, citou a prisão de seu pai, Henrique Vorcaro, que ocorre desde maio deste ano.
Exagero ou denúncia grave?
Apesar do tom alarmante da acusação, presentes na oitiva relataram que o ex-banqueiro não apresentou provas ou detalhes específicos sobre quando e como a ameaça da aeronave teria acontecido, o que fez com que o relato fosse recebido com certo ceticismo por parte dos investigadores e autoridades na sala.
A oitiva ocorreu sem a presença da Polícia Federal e contou com a participação de um representante do Ministério Público Federal.
Entre bastidores do poder, estratégias de defesa e acusações extremas, o caso Master ganha mais um capítulo tenso e cheio de incertezas. A pergunta que fica no ar é: estariam as denúncias revelando bastidores sombrios do processo ou seriam uma jogada desesperada de defesa?
