Por: Allyson Barbosa
Uma única fotografia, tirada neste último final de semana, conseguiu elevar a temperatura da política potiguar mais do que qualquer termômetro no verão do Rio Grande do Norte. O registro reúne, em uma mesma mesa, nomes de peso que, juntos, detêm as chaves de importantes cofres e máquinas partidárias: Paulinho Freire, Ezequiel Ferreira, Paulinho Buda, Bruno Giovanni, Walter Alves, Nina Souza e Gustavo Carvalho.
À primeira vista, poderia ser apenas um encontro social. Mas, em política, “coincidência” é uma palavra que raramente existe no dicionário. O grupo ali presente representa uma convergência de forças que parece estar desenhando o mapa de 2026 antes mesmo de 2024 esfriar.
O “Alerta Vermelho” na Governadoria
O sorriso dos presentes na foto gerou uma reação imediata de desconforto no Centro Administrativo. Para a governadora Fátima Bezerra (PT), a imagem é um sinal claro de que a oposição e parte da sua base (representada por figuras como Walter Alves) estão dialogando em uma frequência que o PT ainda não domina. A possibilidade de uma união ampla em torno de um projeto alternativo ao atual governo estadual é o pesadelo que começou a tirar o sono da equipe de Fátima.
Olho em Mossoró: O Incômodo de Allyson Bezerra
Mas não é só em Natal que a foto repercutiu. Em Mossoró, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) também ligou o sinal de alerta. Embora Allyson seja um fenômeno de popularidade, ele sabe que a política estadual é um jogo de xadrez de alianças. Ver líderes como Ezequiel Ferreira (PSDB) e Paulinho Freire (União) tão sintonizados com outros nomes fortes do estado cria um cenário onde o “menino do povo” pode se ver isolado ou pressionado em suas pretensões futuras de voos estaduais.
O que essa foto nos diz?
O que está em jogo ali não é apenas a prefeitura da capital, mas a sucessão estadual. O grupo na foto controla:
- A Assembleia Legislativa (Ezequiel Ferreira);
- A Prefeitura do Natal (Paulinho Freire);
- A Vice-governadoria (Walter Alves);
- E fortes canais de comunicação e articulação política (Bruno Giovanni, Gustavo Carvalho, Nina e Buda).
Se essa união for além do café e se transformar em coligação, o tabuleiro político do Rio Grande do Norte sofre um “xeque” antecipado. Para quem assiste de fora, fica a pergunta: quem será o próximo a se sentar nessa mesa? E, mais importante, quem será o próximo a perder o sono?
