MANOBRA DE MESTRE OU SALVE-SE QUEM PUDER? O PLANO PARA FÁTIMA VIRAR MINISTRA

MANOBRA DE MESTRE OU SALVE-SE QUEM PUDER? O PLANO PARA FÁTIMA VIRAR MINISTRA

Por: Allyson Barbosa

O Rio Grande do Norte entrou em uma fase de pura fervura, e o nome no centro de todas as apostas é o da governadora Fátima Bezerra (PT). Enquanto o calendário oficial aponta para a sua saída em abril para disputar o Senado, rumores fortíssimos que circulam nas redações e nos corredores do Centro Administrativo indicam que a governadora pode dar um “cavalo de pau” na estratégia e permanecer no cargo até o final do mandato, em 31 de dezembro de 2026.

O “Fica, Fátima” e o Vácuo do Poder A ideia de não renunciar ganhou força após o anúncio de que o vice-governador Walter Alves (MDB) decidiu que não assumirá o Estado, preferindo focar em sua candidatura à Assembleia Legislativa. Sem Walter e sem o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, que também deve passar o bastão para buscar a reeleição, o RN caminharia para uma eleição indireta.

Ficar no governo seria, para Fátima, uma forma de garantir que a “chave do cofre” não caia em mãos incertas ou na oposição em um ano eleitoral tão decisivo. Além disso, permitiria que ela concluísse seus projetos sem o risco de ver sua gestão ser “desmontada” por um governador tampão nos últimos nove meses do ano.

O Plano B: Uma Vaga na Esplanada em 2027 Mas há um ingrediente novo e muito atraente nesse caldeirão. Segundo conversas de bastidores colhidas no entorno mais íntimo da governadora e entre aliados próximos, já se ventila uma saída estratégica e honrosa: assumir um Ministério no governo federal em 2027.

A lógica é sedutora: em vez de enfrentar uma disputa duríssima pelo Senado agora — onde as pesquisas mostram um cenário de indefinição e desgaste —, Fátima terminaria seu segundo mandato como governadora e partiria para Brasília para ocupar uma pasta de peso (como Educação ou Desenvolvimento Social), onde já possui enorme prestígio nacional.

A Condição de Ouro: Lula Precisa Ganhar Porém, é preciso ler as letras miúdas dessa estratégia. Para que o sonho de “Fátima Ministra” se torne realidade, existe uma condição inegociável: o presidente Lula precisa vencer as eleições de 2026. Sem a reeleição do projeto petista no plano federal, a vaga de ministra vira fumaça. Por isso, a governadora avalia cada passo com cautela extrema. Sair para o Senado é buscar um mandato garantido de oito anos; ficar no governo é manter o poder imediato e apostar todas as fichas no sucesso de Lula para colher os frutos em 2027.

Conclusão Fátima Bezerra está diante de uma encruzilhada histórica. Se sair em abril, arrisca o governo em uma eleição indireta imprevisível. Se ficar, abre mão do Senado para tentar o voo alto da Esplanada dos Ministérios. No xadrez do poder, a governadora joga com o tempo, sabendo que seu destino está, mais do que nunca, umbilicalmente ligado ao resultado das urnas em Brasília.3

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Voltar ao Topo