A MATEMÁTICA DE FÁBIO DANTAS: É UM ERRO MENOSPREZAR A FORÇA DO PT E DE LULA NO RIO GRANDE DO NORTE

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A política no Rio Grande do Norte não é apenas feita de palanques, mas de contas milimétricas. Recentemente, o ex-vice-governador Fábio Dantas trouxe uma análise numérica instigante sobre o que espera para a sucessão estadual, baseada no comportamento do eleitorado nas últimas eleições.

Dantas defende que a eleição é, acima de tudo, um jogo de transferência e soma de espólios. Segundo seus cálculos, o campo da oposição tem um caminho pavimentado se souber herdar os votos de 2022.

A Soma da Oposição

Para Fábio, existe um bloco de votos que “está à disposição” de um nome que consiga unir diferentes frentes. Ele usa seu próprio desempenho e o de outros candidatos como base:

  • Seus 22,2% de votos na eleição passada;
  • Os 16% de Styvenson Valentim;
  • Os cerca de 2% de Clorisa Linhares.

Na visão de Dantas, esse montante que soma aproximadamente 41% do eleitorado tende a se concentrar em uma candidatura como a de Álvaro Dias, caso ele consiga congregar essas forças que estiveram dispersas na última disputa.

O “Fator Cadu” e a Força do PT

A análise também mergulha no potencial de Carlos Eduardo (Cadu). Fábio faz um alerta: não se pode subestimar a liderança de Lula e do PT no estado.

  • Lula teve 1.266.000 votos no RN;
  • Fátima Bezerra teve 1.066.000.

Dantas observa que, mesmo com a perda natural de votos (o “recall”), se Cadu for o candidato de Lula e Fátima, ele teria que ser “muito ruim” para não segurar entre 700 mil e 800 mil votos. Pelas contas dele, a marca de 38% a 40% dos votos é o patamar natural para quem carrega essa bandeira.

O Veredito dos Números

Fábio Dantas encerra com uma reflexão sobre a direita: Bolsonaro teve 650 mil votos no estado. Mesmo que haja uma oscilação negativa, esse eleitorado ainda representa uma força monumental que não pode ser ignorada.

A conclusão é clara: a disputa no Rio Grande do Norte em 2026 será decidida por quem conseguir “limpar a garganta” e falar melhor com esses blocos de votos já consolidados.

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