BOMBAS EM CHAMAS: O QUE ESTÁ POR TRÁS DO AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS NO RN

BOMBAS EM CHAMAS: O QUE ESTÁ POR TRÁS DO AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS NO RN

Se você passou por um posto de combustíveis em Natal ou no interior do Rio Grande do Norte entre ontem (12/03) e hoje (13/03), sentiu o soco no estômago: os preços voltaram a subir. Com a gasolina já rondando patamares alarmantes e o diesel pressionando o frete, o potiguar se pergunta: até onde isso vai?

Por que subiu nas refinarias?

O motivo principal não está aqui, mas do outro lado do mundo. A escalada do conflito militar no Oriente Médio (envolvendo o Irã) desestabilizou o mercado global de petróleo.

  1. Barril nas Alturas: O petróleo tipo Brent disparou, e como o Brasil ainda depende de importações para fechar a conta do consumo interno, o custo de trazer o combustível subiu.
  2. Refinaria Clara Camarão: Aqui no RN, a refinaria (operada pela Brava Energia) segue preços de mercado. Com o cenário internacional em chamas, o repasse para as distribuidoras foi inevitável, refletindo rapidamente nas bombas de Natal e região metropolitana.
  3. Efeito Logístico: O aumento do diesel nas refinarias gera um efeito cascata. Se o caminhão que traz o combustível paga mais caro no diesel, esse custo é repassado para a gasolina que ele carrega.

O Governo Federal entrou no jogo: O “Alívio” no Diesel

Ciente de que o aumento do diesel é o combustível da inflação (fazendo subir do tomate à passagem de ônibus), o Governo Federal anunciou ontem (12) medidas drásticas para tentar conter a sangria:

  • Imposto Zero: O governo assinou decretos para zerar o PIS/Cofins sobre o diesel até o fim de 2026. A medida visa dar um fôlego de aproximadamente R$ 0,32 por litro diretamente na refinaria.
  • Subvenção Econômica: Além da isenção, foi editada uma Medida Provisória prevendo uma subvenção (ajuda financeira) de mais R$ 0,32, totalizando uma tentativa de redução de até R$ 0,64 no preço final para tentar neutralizar a alta internacional.
  • Compensação: Para não quebrar o orçamento, o governo criou um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto. Ou seja: taxa quem vende para fora para tentar baratear o consumo de quem está aqui dentro.

O que esperar agora?

Apesar das medidas para o diesel, a gasolina segue vulnerável às variações do dólar e da guerra. No Rio Grande do Norte, o Procon e o Ministério da Justiça já estão de olho para garantir que os postos não subam os preços de forma abusiva antes mesmo de receberem o combustível novo.

O momento é de cautela. Enquanto Brasília tenta apagar o incêndio com decretos, o consumidor potiguar precisa pesquisar. A diferença entre um posto e outro pode ser a salvação do fechamento do mês.

Seguimos acompanhando os desdobramentos dessa crise que vem de fora, mas que dói no bolso de quem é daqui.

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